Repositórios da Microsoft no GitHub são comprometidos para distribuir malware a usuários de Claude e Gemini
A Microsoft desativou mais de 70 repositórios próprios no GitHub, entre eles os de Azure Functions e Durable Task, depois que pesquisadores identificaram um commit malicioso que plantava arquivos de configuração armadilhados. Esses arquivos eram acionados ao abrir o repositório em ferramentas de codificação com IA como Claude Code, Gemini CLI, Cursor e VS Code, capturando credenciais das vítimas. O caso expõe um vetor de ataque à cadeia de suprimentos voltado especificamente a fluxos de trabalho de agentes de codificação assistidos por IA; a Microsoft diz ter notificado os clientes potencialmente afetados.
A Microsoft desativou mais de 70 repositórios próprios no GitHub — incluindo projetos de peso como Azure Functions e Durable Task — após pesquisadores identificarem um commit malicioso que plantava arquivos de configuração armadilhados. O alvo não era quem clonava o código para compilar: era quem o abria em ferramentas de codificação com IA.
O mecanismo explora uma característica dos agentes de codificação (Claude Code, Gemini CLI, Cursor, VS Code com IA): eles leem arquivos de configuração do repositório para se contextualizar — e instruções maliciosas nesses arquivos podem induzir o agente a ações que exfiltram credenciais da vítima. É prompt injection via cadeia de suprimentos: o repositório vira o vetor, o assistente de IA vira o executor involuntário.
O caso é um marco por dois motivos: atingiu repositórios de primeira linha de um dos maiores fornecedores do mundo, e inaugura publicamente uma classe de ataque que só existe porque agentes de IA leem e obedecem conteúdo de repositórios. Quem opera agentes de codificação deve tratar todo repositório — mesmo os "confiáveis" — como entrada não confiável.