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risco altoPROMPTCVE-2026-0628, CVE-2026-559452026-09-16 · 3 min de leitura
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Uma extensão maliciosa pode sequestrar assistentes de IA em Chrome, Comet, Edge, Opera Neon e Claude

Resumo executivo

Pesquisador demonstrou que extensões de navegador com permissões triviais (as mesmas usadas por bloqueadores de anúncios) conseguem injetar comandos falsos nos assistentes de IA embutidos em cinco navegadores diferentes. O truque explora a separação entre o "corpo" do assistente, que roda no navegador e tem acesso a câmera, arquivos e tela, e o "cérebro", que fica nos servidores do fabricante e só deveria obedecer à página oficial do serviço. Chrome e Edge já receberam CVEs e correções; Comet, Opera Neon e Claude in Chrome permanecem sem CVE atribuído.

A pesquisa, conduzida por Gal Weizman da Forever Security, parte de uma observação simples: assistentes de IA integrados a navegadores como Gemini Live, Comet, Copilot no Edge, Opera Neon e Claude in Chrome dependem de uma fronteira de confiança entre a página web em que o assistente é ativado e os comandos que ele executa. Essa fronteira é reforçada apenas no lado do conteúdo da página, não no lado da extensão que a renderiza. Uma extensão com permissões banais de modificação de conteúdo, combinada com a API declarativeNetRequest (usada legitimamente por bloqueadores de anúncios para reescrever tráfego de rede), consegue injetar texto ou reescrever respostas dentro do domínio confiável do assistente, fazendo com que o "cérebro" do modelo interprete instruções do atacante como se viessem do próprio usuário.

O impacto varia bastante conforme o produto, porque cada assistente concede um conjunto diferente de capacidades ao seu "corpo" local: o Chrome expõe leitura de arquivos e acesso a câmera/microfone; o Comet permite controlar o próprio agente e ler histórico de navegação; Edge, Opera Neon e Claude in Chrome permitem controlar o agente, mas com superfícies menores. Isso significa que a mesma técnica de injeção pode resultar em exfiltração de arquivos locais, ativação indevida de sensores ou sequestro de ações que o agente executa em nome do usuário, dependendo de qual navegador está sendo atacado.

Do ponto de vista de correção, o quadro é desigual: Google atribuiu CVE-2026-0628 (CVSS 8.8) ao problema no Chrome e já lançou correção na versão 143.0.7499.192; a Microsoft corrigiu o Edge sob CVE-2026-55945 (CVSS 4.2, portanto de menor severidade) na versão 150.0.4078.48. Perplexity (Comet), Opera (Neon) e Anthropic (Claude in Chrome) não receberam identificadores CVE formais, o que dificulta o rastreamento do problema para times de segurança que dependem de feeds de vulnerabilidades para priorizar patches.

O caso importa porque cristaliza um padrão que deve se repetir: à medida que assistentes de IA ganham "mãos" dentro do navegador (câmera, arquivos, controle de abas), o modelo de ameaça deixa de ser só "o site pode manipular o assistente" e passa a incluir qualquer componente com acesso à página, inclusive extensões de terceiros nominalmente inofensivas. Isso amplia enormemente a superfície de ataque de prompt injection indireta, já que o usuário não precisa visitar um site malicioso — basta ter instalada uma extensão comprometida ou maliciosa enquanto usa um site legítimo. Times de segurança que avaliam risco de extensões deveriam passar a considerar interação com agentes de IA como um vetor de escalonamento de privilégio, não apenas roubo de dados de formulário ou cookies.

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