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risco médioNOTÍCIA2026-08-05 · 2 min de leitura
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'Poison Claude' revende acesso barato a modelos da Anthropic enquanto o operador lê todos os prompts dos clientes

Resumo executivo

Pesquisadores identificaram mais de meia dúzia de serviços clandestinos revendendo acesso a modelos de IA de grandes provedores, entre eles o 'Poison Claude', que oferece Opus e Sonnet a 5-15% do preço oficial. Como o serviço funciona como proxy/gateway, o operador tem visibilidade completa sobre cada prompt enviado pelos clientes, criando um risco de exfiltração de dados sensíveis para quem usa esse acesso pirateado.

O Poison Claude opera abusando de créditos gratuitos e promocionais de provedores de nuvem: o grupo por trás do serviço cria em massa contas para explorar bônus como os US$ 100 em créditos do AWS Bedrock, agrega essas contas em um pool e roteia as requisições dos clientes pagantes para uma conta aleatória do pool por trás de uma API compatível com a da Anthropic. Isso permite vender acesso a Opus 4.8, 4.7, 4.6 e Sonnet 4.6 por uma fração do preço oficial, sustentado por fraude contra os programas de crédito gratuito dos provedores de nuvem, não por acordo comercial legítimo.

O ponto tecnicamente mais relevante é a arquitetura de gateway proxy: como toda requisição do cliente precisa necessariamente passar pela infraestrutura do operador antes de chegar ao modelo, o serviço tem visibilidade completa e irrestrita sobre o conteúdo de cada prompt — incluindo eventuais segredos, código proprietário, dados pessoais ou credenciais que usuários descuidados colem em uma conversa. Diferente de um vazamento acidental, aqui a exposição é estrutural: é a própria proposta de valor do serviço (acesso barato) que depende de interceptar o tráfego.

Um erro de configuração no próprio serviço expôs publicamente o endpoint `/api/status`, revelando que o Poison Claude já somava cerca de 881 usuários; pesquisadores encontraram ainda um segundo serviço similar, o Ecomagent.in, com cerca de 970 usuários e oferecendo acesso também a GPT Codex 5.5, ambos escondidos atrás de CDN para dificultar a atribuição de infraestrutura.

O caso ilustra um vetor de risco pouco discutido em programas de segurança corporativa: funcionários ou desenvolvedores que buscam economizar recorrendo a revendedores não oficiais de acesso a LLMs estão, na prática, entregando todo o conteúdo de seus prompts — que frequentemente inclui código-fonte e dados de clientes — a operadores anônimos e de proveniência criminosa. Times de segurança deveriam tratar o uso de credenciais de API de terceiros não oficiais como incidente potencial de vazamento de dados, e não apenas como violação de política de compras.

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