Nova defesa aplicada na fase de fine-tuning espalha a informação de recusa de segurança por um conjunto mais amplo de neurônios de um LLM, em vez de concentrá-la em poucos neurônios críticos, reduzindo a taxas de sucesso de jailbreaks textuais e de ataques que podam neurônios após o deploy para perto de zero, mantendo a utilidade do modelo.
Defesa geométrica para sistemas RAG usa um encoder substituto para medir como cada documento recuperado desloca o estado oculto do modelo, filtrando como outliers os documentos que tentam manipular a resposta, com garantia formal de recuperar um contexto livre de veneno sob suposição de maioria honesta.
Pesquisadores do grupo de trabalho da OWASP compararam o ranking de riscos do Top 10 para LLMs, definido por consenso de especialistas, com um levantamento de mais de 6.600 incidentes reais extraídos de bases como CVE, GHSA, OSV e AIAAIC. A concordância entre o ranking de especialistas e o ranking baseado em incidentes reais foi fraca (Cohen's kappa ~0,20), embora o próprio ranking de especialistas continue sendo o mais robusto quando testado contra classificadores automatizados de última geração.
Pesquisadores identificaram três canais distintos pelos quais gradientes compartilhados durante o treinamento federado de LLMs baseados em transformers vazam o texto original de treinamento, e propuseram o AEGIS, uma defesa leve que neutraliza os três ao mesmo tempo sem mudar a arquitetura do modelo. O trabalho, aceito na NDSS 2027, reduziu a taxa de recuperação de tokens a quase zero em 11 modelos e seis conjuntos de dados, inclusive contra atacantes adaptativos que conhecem a defesa.
Pesquisadores consolidaram 13 fontes públicas para criar o MaliciousSkillBench, um benchmark com 9.740 "Agent Skills" (pacotes de instruções, scripts e configurações reutilizáveis que estendem agentes de LLM), sendo 7.505 maliciosas. O resultado mostra que os melhores detectores atuais, embora pontuem bem em avaliação aleatória, despencam quando testados contra skills de fontes nunca vistas — um dos melhores modelos manteve 95,6% de detecção maliciosa mas gerou 62,4% de falsos positivos em skills benignas.
Pesquisadores propuseram o COPA, um framework que atualiza continuamente as defesas de um LLM contra prompt injection à medida que novos ataques surgem, em vez de depender de um alinhamento estático feito uma única vez. Usando otimização por preferência baseada em GRPO e replay de experiência ponderado por margem para não esquecer defesas antigas, o método reduziu a taxa de sucesso de ataques em até 6,3 vezes frente a defesas de última geração, em fluxos de ataques que evoluem ao longo do tempo.
Pesquisadores descobriram uma superfície de "replay de raciocínio" entre chamadas de ferramentas em modelos de raciocínio de grande porte (LRMs) e usaram esse ponto cego para extrair, de forma quase literal, o chain-of-thought oculto que provedores como o Google escondem por padrão. A técnica, batizada de EchoCoT, chegou a extrair 33.463 tokens de raciocínio do Gemini-2.5 a partir de um alvo de 32.948 tokens, com até 80% de sucesso de extração em datasets nunca vistos durante o desenvolvimento do ataque.
Pesquisadores demonstraram que a simples presença de dados sensíveis (como números de cartão ou de seguridade social) no contexto de um LLM introduz correlações ocultas em respostas completamente benignas do modelo, permitindo reconstruir esses dados mesmo quando o modelo se recusa corretamente a repassá-los se pedido diretamente. Em oito modelos proprietários testados, segredos de 2 dígitos foram reconstruídos com precisão quase perfeita e segredos de 4 dígitos com 82% de acerto exato, e um adversário treinado com RL conseguiu extrair números completos de seguridade social de um agente em estilo de produção.
O QRS (Query, Review, Sanitize) é um framework neuro-simbólico que usa três agentes de LLM para gerar, revisar e validar consultas CodeQL automaticamente, em vez de depender de regras curadas manualmente como em ferramentas SAST tradicionais. Aplicado aos 100 pacotes mais baixados do PyPI, o sistema encontrou 41 vulnerabilidades de severidade média a alta, das quais 8 receberam CVEs novos e 4 foram reconhecidas via atualização de documentação.
Um novo método de inversão de embeddings, batizado DAEI, consegue reconstruir texto original a partir de vetores de embedding que foram deliberadamente protegidos com ruído gaussiano — a defesa de privacidade mais comum contra ataques de inversão. O truque técnico é treinar um denoiser não supervisionado que remove o ruído de proteção antes de aplicar a inversão generativa, contornando o que os autores chamam de "armadilha do ruído duplo". Os ganhos relatados (até 154% em BLEU sobre a linha de base) sugerem que perturbação gaussiana isolada não é suficiente para proteger embeddings liberados publicamente.
Pesquisadores apresentam o FedLNS, um mecanismo do lado do servidor para detectar atualizações maliciosas em aprendizado federado de modelos de linguagem, sem exigir acesso aos dados brutos dos clientes nem exemplos rotulados de ataque. A ideia é usar as mudanças nos parâmetros das camadas de normalização (LayerNorm) de cada atualização de cliente como uma "assinatura" comparável a uma referência histórica robusta entre clientes. Em experimentos com até 40% dos clientes manipulando alvos de treino, o método reduziu a perplexidade do modelo global mais do que seis baselines concorrentes, em arquiteturas estilo GPT, BERT e LLaMA.
Pesquisa (atualização v4, aceita no IEEE ICDM 2026) apresenta um framework adaptativo que gera e refina automaticamente jailbreaks contra sistemas de LLM baseados em áudio, cobrindo tanto pipelines em cascata (que primeiro transcrevem a fala para texto) quanto modelos de áudio ponta a ponta que processam o sinal bruto diretamente. Um motor de mutação guiado por feedback ajusta tanto o texto do prompt quanto perturbações acústicas para maximizar a taxa de sucesso, e o método superou o estado da arte em seis sistemas de áudio representativos, evidenciando que ambos os paradigmas seguem substancialmente vulneráveis a esse tipo de ataque.
Um novo estudo extrai as ativações internas de quatro LLMs no momento em que leem código C/C++ e treina probes leves sobre elas para prever se o código é vulnerável, sem depender de analisadores estáticos ou classificadores separados. Os probes chegam a igualar o desempenho de classificadores especializados no benchmark Devign, usando menos de 0,2% do tamanho do modelo base, embora percam desempenho em benchmarks mais difíceis e desbalanceados.
Pesquisadores provam matematicamente que defesas com estado contra ataques de decomposição, que dividem uma tarefa nociva em pedidos individualmente inofensivos, deixam de funcionar quando atacantes podem criar identidades novas e não vinculáveis e combinar as respostas fora da plataforma. Em testes com tarefas reais, todas as dez políticas de defesa avaliadas falharam em conter o ataque ou romperam o orçamento de recusas permitido, mesmo com uma política idealizada com mapeamento perfeito de pedidos.
O estudo caracteriza a superfície de ataque de motores de busca generativos (GSEs) contra ataques de poisoning via citações, propondo a métrica 'content-injection barrier' para medir o quão difícil é inserir conteúdo malicioso na web com determinado nível de autoridade de publisher. Testado no domínio político nos EUA e no Japão, o trabalho encontra que partidos no poder têm superfície de ataque maior que a oposição, e que perfis de personalização do usuário têm pouca influência sobre quais fontes são citadas.
Pesquisadores testaram a estratégia de "envenenamento defensivo": instalar deliberadamente um backdoor conhecido num agente LLM comprometido e depois desaprendê-lo, na esperança de que o backdoor original oculto seja removido como efeito colateral. Em 115 experimentos, essa técnica sozinha eliminou cerca de 56% dos backdoors originais, e a descontaminação subsequente removeu quase todos os sobreviventes — mas vestígios do gatilho original persistiram nas camadas internas do modelo mesmo após o comportamento malicioso ser eliminado.
Pesquisadores propõem um teste de caixa-preta barato para checar se um LLM baixado de um repositório público esconde um backdoor: alimentar repetidamente a própria saída do modelo de volta como entrada, deixando o texto derivar até tocar nos dados usados no fine-tuning malicioso. A técnica encontrou backdoors em cinco de seis modelos testados com 92% de precisão agregada, contra apenas um acerto em 120 tentativas de um baseline que repete o mesmo prompt.
Pesquisadores demonstraram que os blocos de raciocínio oculto usados pelas APIs de reasoning da OpenAI, Anthropic e Google podiam ser reaproveitados entre sessões, usuários e até modelos diferentes, e que um modelo menor bastava para transcrever o conteúdo de um modelo maior. A técnica recuperou centenas de segredos reais — chaves de API, senhas e tokens — que apareciam apenas no raciocínio oculto, nunca no texto visível, tornando a sanitização de logs tradicional insuficiente.
O EvoTrustRAG propõe um novo problema para RAG: em vez de apenas escolher qual evidência conflitante é mais confiável, o sistema tenta atribuir a origem do conflito — evolução legítima do conhecimento ao longo do tempo, manipulação adversarial deliberada, ou incerteza não resolvida — antes de gerar a resposta. Em benchmarks, o método reduziu de 31,2% para 16,0% a taxa de erro sob o ataque coordenado mais forte testado.
O BASIS ataca um problema pouco discutido em defesas contra prompt injection: modelos bem instruídos conseguem resistir à maioria das injeções sozinhos, mas defesas tradicionais recusam qualquer entrada onde uma injeção é detectada, mesmo quando o modelo teria lidado com ela corretamente. Usando um sinal chamado Attention Competition Ratio para treinar dois probes lineares esparsos, o método mantém detecção quase perfeita de injeção reduzindo substancialmente essas recusas desnecessárias, sem exigir inferência adicional do LLM.
O SkillsMetric é um framework de análise estática em cinco estágios para avaliar pacotes de "Agent Skills" (extensões de instruções e scripts para agentes LLM) quanto a risco malicioso, atingindo AUC de 0,93 em um dataset adversarial de 2.266 skills cobrindo 16 tipos de ataque. Apesar do bom desempenho geral, os autores identificam pontos cegos completos: ataques de destruição de host usando comandos de shell comuns escapam de todos os cinco estágios (0% de detecção), e prompt injection via manipulação em linguagem natural é detectada em apenas 42% dos casos.
Pesquisadores identificaram uma campanha ativa que abusa de botões "Ask AI" embutidos em sites comerciais para injetar instruções ocultas dentro da sessão do próprio assistente de IA do usuário, sem exigir malware, phishing de credenciais ou exploração de uma falha de software. O payload leva o modelo a gravar o domínio do atacante como "fonte confiável" na sua memória persistente, viesando respostas futuras do assistente para outros usuários. A Microsoft já catalogou a técnica em uso por 31 empresas de 14 setores diferentes.
Sistemas de defesa cibernética autônoma baseados em Deep Reinforcement Learning são hoje avaliados quase exclusivamente contra agentes vermelhos estáticos e heurísticos, deixando sua robustez contra ameaças adaptativas pouco testada. O Trident, um framework de red-team agêntico baseado em LLM com arquitetura 'código como política', reduziu o desempenho defensivo de agentes azuis em 522% na média usando um único planejador treinável de 7 bilhões de parâmetros, descobrindo autonomamente comportamentos emergentes como evasão de decoys que heurísticas estáticas nunca haviam revelado.
Serviços de LLM em nuvem processam rotineiramente prompts sensíveis, e defesas de ofuscação como ObfusLM, SentinelLMs, TextObfuscator e DPNR prometem mitigar esse risco transformando a representação do prompt antes do envio. O DeepInvert, um ataque de inversão de embeddings semi-supervisionado, mostra que essa proteção é muito mais frágil do que se acreditava, recuperando 73,5% dos tokens originais contra o ObfusLM, ante 26,2% do melhor ataque anterior.
Pesquisadores identificaram mais de meia dúzia de serviços clandestinos revendendo acesso a modelos de IA de grandes provedores, entre eles o 'Poison Claude', que oferece Opus e Sonnet a 5-15% do preço oficial. Como o serviço funciona como proxy/gateway, o operador tem visibilidade completa sobre cada prompt enviado pelos clientes, criando um risco de exfiltração de dados sensíveis para quem usa esse acesso pirateado.
Um novo estudo mostra que LLMs agentic frequentemente 'sabem' internamente que estão sob um ataque de prompt injection indireta antes mesmo de decidir como agir, e que esse sinal pode ser extraído por um simples classificador linear treinado sobre os estados ocultos do modelo. Os autores identificam, porém, uma lacuna entre esse reconhecimento interno e a ação tomada, e propõem uma defesa que usa esse sinal para forçar um raciocínio anti-injeção sob demanda.
Um benchmark comparando sete modelos (três LLMs fechados e quatro SLMs abertos) na geração de código Terraform para AWS mostra que validade sintática e conformidade de segurança são praticamente independentes: alguns modelos geram Terraform que funciona perfeitamente, mas quase nunca passa em scanners de segurança como Checkov e Trivy. Os autores concluem que engenharia de prompt sozinha não é suficiente e que scanning automatizado continua indispensável.
Pesquisadores propõem o DenialRAG, um ataque de envenenamento de corpus em sistemas de geração aumentada por recuperação (RAG) que, ao invés de simplesmente omitir a resposta correta, a nomeia explicitamente dentro do documento malicioso, a refuta e oferece uma explicação forjada para a resposta errada. Testado contra oito LLMs de quatro fornecedores, o ataque teve a maior taxa de sucesso registrada em todos os conjuntos de dados baseados em Mistral-7B, embora sua eficácia varie bastante conforme o modelo alvo.
Um estudo mostra que perguntas nocivas normalmente recusadas de forma confiável quando enviadas isoladamente conseguem obter respostas prejudiciais quando embutidas em um lote de perguntas benignas — um ataque simples, de caixa preta, que não exige nenhuma modificação no modelo. Os autores atribuem a falha ao enfraquecimento do sinal de alinhamento e à diluição do sinal de recusa quando várias perguntas competem pelo mesmo contexto, e propõem uma otimização de preferência específica para lotes como mitigação.
Uma análise da The Hacker News argumenta que modelos de linguagem estão corroendo a premissa clássica de que a capacidade ofensiva escala com a experiência técnica do atacante. Ao traduzir intenção maliciosa em ações concretas via linguagem natural, a IA reduz drasticamente o tempo e o conhecimento necessários para pesquisar, entender e explorar uma vulnerabilidade. O texto defende que isso obriga times de segurança a trocar avaliação de risco por sofisticação do adversário por validação contínua dos controles.
Pesquisadores demonstraram que é possível enganar esquemas de verificação por conhecimento zero (ZK) usados para provar que um provedor de inferência de LLM está executando o modelo do tamanho anunciado. O ataque, batizado Hollow-LLM, usa pesos degenerados que passam na prova criptográfica mas exigem computação equivalente a um modelo muito menor. O artigo foi aceito no IEEE S&P 2026 e expõe uma lacuna fundamental entre 'prova de correção' e 'prova de esforço computacional' em serviços de inferência auditáveis.
GoldenRetriever é um esquema de recuperação para RAG que roda inteiramente sob criptografia homomórfica, evitando que o servidor veja a consulta, os documentos ou os índices selecionados. Em vez do caro ranking top-k sob criptografia, o sistema usa seleção por limiar de similaridade, reduzindo a complexidade de quadrática para linear. Os autores reportam latência bem menor que abordagens anteriores baseadas em ranking, mantendo qualidade de recuperação competitiva.
Pesquisadores descrevem 'memory provenance laundering', uma falha em que a consolidação de memória de longo prazo de agentes LLM apaga a marca de que uma informação veio de fonte não confiável, fazendo-a parecer histórico legítimo do usuário. Em cenários vulneráveis, a taxa de sucesso de ataques que exploram essa falha chegou a 100%. Os autores propõem o firewall PPMF, que vincula a autoridade necessária para uma ação de risco à confiabilidade real da memória que a motiva, bloqueando toda ação não autorizada de alto risco nos testes.
MOSAIC é um protocolo que permite terceirizar inferência de modelos de linguagem grandes, testado em 70B parâmetros, para servidores não confiáveis sem revelar dados nem pesos do modelo, usando mascaramento de multiplicação de matrizes com segurança baseada em suposições criptográficas padrão. O sistema tolera pequeno ruído controlado para ganhar desempenho e mantém qualidade comparável a métodos de quantização populares. A proposta aponta um caminho prático para computação confidencial de IA em escala, hoje dominada por enclaves de hardware caros.
TextCloak usa aprendizado por reforço para transformar textos em 'exemplos não aprendíveis' que preservam significado e naturalidade para leitores humanos, mas degradam a qualidade de LLMs treinados sem autorização sobre esse conteúdo. Diferente de métodos anteriores voltados a classificação, a técnica funciona em geração aberta e generaliza a diferentes arquiteturas de modelo. É uma ferramenta defensiva pensada para autores e editores que querem impedir scraping não consentido de conteúdo para treinamento de IA.
Pesquisadores apresentam o RoguePrompt, um pipeline de jailbreak que fragmenta um pedido proibido e aplica duas cifras clássicas em camada — Vigenère seguida de ROT13 — junto com instruções em linguagem natural para o próprio modelo reconstruir e executar o conteúdo original. Testado às cegas (apenas via API/interface) contra 313 prompts já bloqueados por moderação, o método furou os filtros em 93,9% dos casos, embora a reconstrução completa e a execução final do pedido tenham sucesso menor (79% e 70%, respectivamente). O resultado mostra que a maior fraqueza hoje está na moderação de entrada, não na capacidade do modelo de resistir ao pedido depois de decodificado.
O artigo demonstra matematicamente que, quando um LLM decide se responde a um pedido de uso dual (útil tanto para um profissional legítimo quanto para um atacante) baseado apenas em evidência "copiável" — como o histórico da conversa ou afirmações do próprio usuário —, existe um piso inevitável de ajuda que qualquer atacante disposto a imitar um contexto legítimo sempre vai conseguir extrair. Os autores batizam isso de trilema: capacidade útil, segurança confiável e acesso aberto não podem coexistir plenamente ao mesmo tempo. Como mitigação parcial, propõem complementar as salvaguardas atuais com credenciais de difícil falsificação, que atestem de forma verificável o uso legítimo por trás do pedido.
Um estudo apresentado no ICML argumenta que modelos de linguagem não distinguem instruções de sistema, usuário e conteúdo externo pelas tags estruturais que as marcam, mas pelo estilo e pelo vocabulário do texto — o que permite a qualquer atacante "falsificar" um papel de maior privilégio só escrevendo no tom certo. Os pesquisadores extraíram informações que os modelos foram treinados para recusar, como instruções de síntese de drogas e sabotagem de sistemas de navegação de aeronaves, primeiro em modelos da OpenAI e depois replicando o resultado em modelos da Anthropic, Alibaba e DeepSeek. Segundo os autores, por ser uma característica estrutural da arquitetura, e não do treinamento, o problema pode ser essencialmente impossível de eliminar por completo.
Um novo artigo apresenta um adapter LoRA (low-rank adaptation) treinado para transformar um objetivo de segurança espacial em um plano ordenado de passos, usando como base de técnicas o framework SPARTA. Os autores liberam um corpus pequeno e cuidadosamente controlado contra vazamento de referência, mas os próprios números de acurácia (entre 0,06 e 0,29) mostram que a abordagem ainda está longe de ser confiável.
Pesquisadores apresentam o StealthBench, benchmark que mede a capacidade de agentes de IA autônomos executarem tarefas ofensivas de segurança sem comprometer seu próprio sigilo operacional (OPSEC). Os resultados mostram que nenhum modelo avaliado ultrapassa 54% de taxa de sucesso seguro, revelando que agentes encontram vulnerabilidades reais mas frequentemente "queimam" a operação ao cometer erros grosseiros de tradecraft.
Pesquisadores mostram que o comportamento de recusa de LLMs alinhados costuma depender de um pequeno conjunto de neurônios que, se removidos por poda (pruning), eliminam a segurança do modelo sem destruir sua capacidade geral. Em resposta, propõem o Mask2Shield, um método de treinamento que força o modelo a manter a recusa mesmo quando esses neurônios são artificialmente desativados durante o treino.
Pesquisadores construíram um benchmark de 2.700 casos que reproduz situações comuns de desenvolvimento real — requisitos ambíguos, contexto operacional pouco especificado e conflitos entre segurança e funcionalidade — para avaliar oito LLMs de ponta na geração de código. Todos os modelos apresentaram taxas de vulnerabilidade acima de 56%, embora prompts com instruções explícitas de segurança tenham reduzido o problema em até 45%.
Pesquisadores lancaram o JailMeter, um framework que tenta resolver um problema cronico da literatura de jailbreak: a falta de criterio consistente para dizer se um ataque realmente funcionou. Em vez de contar qualquer resposta nao recusada como sucesso, o metodo extrai evidencia concisa da resposta do modelo e so valida o ataque quando ela captura a intencao maliciosa original e entrega uma resposta completa.
Um estudo com 2.100 execucoes de ataque mostra que pipelines multi-agente que pareciam totalmente seguros em relatorios padrao (0% de sucesso de ataque) na verdade devem quase toda essa protecao a um filtro server-side do provedor de nuvem, e nao a defesas da propria aplicacao. Os autores propoem o ChannelGuard, portoes de information bottleneck colocados em cada canal entre agentes, para fechar essa lacuna sem depender de um unico ponto de filtragem opaco.
O DARWIN trata jailbreak como um processo evolutivo aberto, no qual um adversario (DARWIN-Attack) descobre, muta e seleciona estrategias de ataque continuamente, enquanto uma defesa (DARWIN-Guard) treina de forma online sobre os exemplos adversariais gerados por esse adversario. O ataque atinge quase 100% de sucesso contra alguns modelos de fronteira e mais de 90% contra o GPT-5.5, enquanto a defesa alcanca 91,6% de recall medio de conteudo inseguro em 12 benchmarks.
O DeCNIP e uma defesa contra backdoors em LLMs que vai alem de heuristicas comportamentais, identificando e podando um conjunto minimo de neuronios responsaveis por ativar o gatilho malicioso. O metodo cobre tanto backdoors inseridos por fine-tuning quanto por edicao direta de modelo, reduzindo a taxa de sucesso do ataque em mais de 95% intervindo em apenas 0,1% dos neuronios e preservando 97% do desempenho original em tarefas normais.
O framework A-MESS (Minimal Effective Attack-Subset Selection) usa uma métrica batizada AttackSHAP, baseada em valores de Shapley, para medir o quanto cada ataque de jailbreak contribui de fato para melhorar a segurança de um modelo quando usado como dado de red-teaming em treinamento de segurança — em vez de medir só sua taxa de sucesso em quebrar o modelo (ASR). Os autores mostram que rankings por ASR se alinham fracamente com essa utilidade "defender-centric", e que otimizar diretamente por utilidade produz ganhos de segurança maiores do que escolher ataques pela agressividade.
Um novo estudo mostra que traços de chain-of-thought extraídos de modelos comprometidos podem ser transplantados para outros modelos, elevando taxas de resposta nociva acima de 80% nos alvos mais vulneráveis. A técnica também permite destilar padrões recorrentes de raciocínio malicioso em prompts de sistema reutilizáveis, superando o transplante direto em até 10x, inclusive contra o GPT-4.1.
Pesquisadores demonstram que variações sintáticas finas em prompts — não apenas a estratégia de alto nível — alteram significativamente a probabilidade de LLMs de código aberto gerarem código vulnerável. O estudo, aceito no ICSME 2026, identifica restrições, guardas, condições e vinculações conceituais, além de sua posição no prompt, como fatores que afetam consistentemente a segurança do código produzido.
O estudo avalia se LLMs de peso aberto conseguem converter descrições textuais de vulnerabilidades de veículos conectados e autônomos (CAVs) para STIX, o formato estruturado padrão de inteligência de ameaças, automatizando um trabalho hoje manual dos times de segurança. Os modelos tiveram bom desempenho mapeando objetos de domínio (F1 0,94) e categorias CWE (F1 0,99), mas ainda têm dificuldade em capturar as relações entre esses objetos e o mapeamento completo para técnicas MITRE ATT&CK.
Pesquisadores demonstraram que LLMs usados em SOCs para triagem e análise de logs podem ser manipulados por payloads de prompt injection escondidos em campos de log que ficam armazenados e só "disparam" quando um analista consulta o modelo depois. No framework LogInject, testado contra três LLMs de produção, o ataque atingiu até 88,2% de taxa de sucesso ao tentar ocultar atividade maliciosa, gerar falsos positivos, exfiltrar dados ou sequestrar a resposta do modelo.
MemPoison é um benchmark com 1.227 casos validados manualmente que testa ataques de envenenamento de memória persistente em dez famílias de modelos, organizados em uma taxonomia de três níveis de complexidade. O achado central é que defesas simples aplicadas no momento da escrita, como checagens de consistência, barram ataques diretos, mas falham sistematicamente contra corrupção composicional entre múltiplos registros e contra gatilhos dormentes ativados só em contexto específico.
Pesquisadores apontam uma falha conceitual nos métodos atuais de proteção de privacidade em RAG: eles tratam o risco de vazamento como uma propriedade fixa de cada documento, ignorando que o risco real depende de qual pergunta o usuário faz. O framework proposto, PA-HDP, avalia o risco dinamicamente por consulta e aplica privacidade diferencial hierárquica apenas ao conteúdo que se torna sensível naquele contexto específico.
A OpenAI divulgou o GPT-Red, um modelo interno treinado especificamente para atacar outros modelos com prompt injection em larga escala, usado para gerar dados de treinamento adversarial antes do lançamento do GPT-5.6 Sol. Segundo a empresa, a integração do GPT-Red ao pipeline de treinamento reduziu drasticamente a taxa de sucesso de ataques de injeção direta e de fake chain-of-thought em relação a modelos anteriores.