Duas versões do LiteLLM, biblioteca amplamente usada como proxy/gateway para múltiplas APIs de LLM, ficaram no PyPI por cerca de 40 minutos em março carregando um payload que roubava chaves de nuvem, SSH, tokens Kubernetes e credenciais de banco de dados. O incidente foi rastreado como parte da mesma cadeia de ataque à supply chain que comprometeu o scanner Trivy, da Aqua Security, e já rendeu um CVE (CVE-2026-33634) e um alerta do FBI sobre uso futuro das credenciais roubadas.
Pesquisadores da Noma Security identificaram uma falha máxima (CVSS 10.0) no Ruflo, plataforma open source de orquestração de múltiplos agentes de IA usada com Claude Code e OpenAI Codex, catalogada como CVE-2026-59726 e apelidada de RufRoot. A ponte MCP do projeto expunha dezenas de ferramentas sem qualquer autenticação, permitindo execução remota de comandos e adulteração persistente da memória dos agentes. A vulnerabilidade afeta todas as versões anteriores à 3.16.3, já corrigida.
A STAR Labs divulgou um exploit funcional para o CVE-2026-53264, uma falha use-after-free no subsistema de traffic-control do kernel Linux que permite a um usuário local sem privilégios virar root. O pesquisador Lee Jia Jie afirma ter usado IA para acelerar a descoberta do bug e o desenvolvimento do exploit, embora ressalve limitações claras da ferramenta. O caso, testado com sucesso em CentOS Stream 9, é um dos primeiros relatos públicos e detalhados de IA aplicada de ponta a ponta em pesquisa ofensiva de kernel.