Pesquisadores mostram como um cliente malicioso em um sistema federado de detecção de anomalias em vigilância pode implantar backdoors usando condições naturais da cena (pouca luz, ambientes internos, aglomerações) como gatilho, em vez de um padrão artificial, mantendo o ataque furtivo e persistente por centenas de rodadas.
Defesa geométrica para sistemas RAG usa um encoder substituto para medir como cada documento recuperado desloca o estado oculto do modelo, filtrando como outliers os documentos que tentam manipular a resposta, com garantia formal de recuperar um contexto livre de veneno sob suposição de maioria honesta.
O 'Evaluation Agent' combina verificação factual por inferência de linguagem natural, um detector de envenenamento com cinco sinais e um Índice de Confiança combinado para identificar documentos maliciosos injetados em sistemas RAG antes que o LLM os use para gerar resposta. No TruthfulQA com Llama 3.3 70B, atingiu 91% de acurácia e 100% de recall contra injeção de instrução, mas teve dificuldade com trocas sutis de entidade e enfraquecimento semântico.
Pesquisadores demonstram que uma única fase de envenenamento de dados pode implantar em um modelo de visão e linguagem (VLM) um backdoor programável, no qual o atacante escolhe em tempo de inferência — sem retreinar o modelo — qual legenda-alvo, nunca vista durante o envenenamento, deve ser produzida, e sintetiza sob demanda um gatilho visual furtivo correspondente. A técnica mantém alta taxa de sucesso mesmo contra defesas clássicas de backdoor e preserva a utilidade do modelo em entradas limpas, ampliando substancialmente a superfície de risco frente aos backdoors estáticos já conhecidos na literatura.
O EvoTrustRAG propõe um novo problema para RAG: em vez de apenas escolher qual evidência conflitante é mais confiável, o sistema tenta atribuir a origem do conflito — evolução legítima do conhecimento ao longo do tempo, manipulação adversarial deliberada, ou incerteza não resolvida — antes de gerar a resposta. Em benchmarks, o método reduziu de 31,2% para 16,0% a taxa de erro sob o ataque coordenado mais forte testado.
Sistemas de detecção de intrusão que usam RAG para classificar tráfego de rede e gerar relatórios legíveis herdam uma nova superfície de ataque na camada de recuperação: envenenamento da base de conhecimento vetorial e prompt injection via documentos recuperados. O RAG-IDS combina pontuação de confiança, checagem de consistência entre rótulo e embedding e sanitização de prompt para recuperar a maior parte do desempenho perdido sob ataque, com overhead desprezível em condições normais.
Os autores mostram que ataques de envenenamento de RAG bem-sucedidos costumam produzir respostas com perplexidade ainda menor que gerações benignas, o que invalida detectores baseados em incerteza, mas induzem um padrão interno diferente, batizado 'Attention Collapse': a atenção do modelo se concentra nos documentos envenenados em vez de ficar dispersa entre as fontes recuperadas. A partir dessa observação, o framework D-SCAN monitora a dinâmica de atenção em nível de documento para sinalizar gerações atacadas, inclusive nos casos em que o ataque falha em mudar a resposta final.
Pesquisadores apresentam o PoisonedEvolution, um ataque contra sistemas de "skills auto-evolutivas", nos quais agentes de IA destilam suas próprias trajetórias de uso em habilidades persistentes que passam a ser tratadas como instrução confiável. Um atacante que só consegue contribuir com evidência limitada e visível — sem acesso a pools privados nem à lógica interna de evolução — conseguiu embutir comportamentos-alvo em 91% dos casos testados no sistema SkillClaw, e o ataque também transferiu, com taxa menor, para uma arquitetura de evolução estruturalmente diferente.
Pesquisadores mostram que defesas de detecção de backdoor em aprendizado contrastivo multimodal, baseadas na métrica CLIPScore, falham porque a distribuição de scores de pares benignos e envenenados se sobrepõe significativamente. O framework proposto, CASCADE, usa predição conforme em duas etapas para gerar limites de confiança estatisticamente garantidos, alcançando falso-positivo médio de 5,79% com 100% de detecção verdadeira no dataset CC3M.
Sistemas de geração aumentada por recuperação (RAG) reduzem alucinação em LLMs, mas abrem uma nova superfície de ataque: envenenar os documentos recuperados para manipular a saída do modelo. O SecureCollaRAG propõe um framework tolerante a falhas bizantinas que valida dinamicamente a proveniência dos documentos usando credibilidade baseada em GNN, mantendo robustez mesmo sob distribuições de dados não-IID entre agentes colaborativos.
Pesquisadores introduzem um ataque de backdoor clean-label contra redes neurais de pulso que reordena os timestamps dos eventos de amostras da classe-alvo, preservando exatamente a contagem de eventos por pixel e por polaridade — de forma que a amostra continua com o rótulo original correto e parece estatisticamente idêntica a uma amostra limpa quando agregada no tempo. O ataque atinge taxa de sucesso de 100% nas configurações mais fortes, contra modelos convolucionais e baseados em transformer, em três datasets neuromórficos diferentes. Defesas que colapsam o eixo temporal antes de inspecionar as amostras são cegas a esse ataque por construção, já que a informação maliciosa vive exclusivamente na ordem temporal dos eventos.