Defesa geométrica para sistemas RAG usa um encoder substituto para medir como cada documento recuperado desloca o estado oculto do modelo, filtrando como outliers os documentos que tentam manipular a resposta, com garantia formal de recuperar um contexto livre de veneno sob suposição de maioria honesta.
O 'Evaluation Agent' combina verificação factual por inferência de linguagem natural, um detector de envenenamento com cinco sinais e um Índice de Confiança combinado para identificar documentos maliciosos injetados em sistemas RAG antes que o LLM os use para gerar resposta. No TruthfulQA com Llama 3.3 70B, atingiu 91% de acurácia e 100% de recall contra injeção de instrução, mas teve dificuldade com trocas sutis de entidade e enfraquecimento semântico.
Um novo método de inversão de embeddings, batizado DAEI, consegue reconstruir texto original a partir de vetores de embedding que foram deliberadamente protegidos com ruído gaussiano — a defesa de privacidade mais comum contra ataques de inversão. O truque técnico é treinar um denoiser não supervisionado que remove o ruído de proteção antes de aplicar a inversão generativa, contornando o que os autores chamam de "armadilha do ruído duplo". Os ganhos relatados (até 154% em BLEU sobre a linha de base) sugerem que perturbação gaussiana isolada não é suficiente para proteger embeddings liberados publicamente.
Uma sistematização de conhecimento (SoK) mapeia fronteiras de confiança e riscos de segurança em sistemas de IA agêntica que combinam LLMs, ferramentas, RAG e loops autônomos multiagente, sintetizando mais de 20 estudos revisados por pares e relatórios de indústria de 2023-2025 numa taxonomia que cobre injeção de prompt indireta, envenenamento de bases de conhecimento, exploração de plugins/ferramentas e ameaças emergentes entre agentes. Os autores também propõem métricas de postura de segurança e um checklist de segurança em fases para orientar deploys de IA agêntica.
O EvoTrustRAG propõe um novo problema para RAG: em vez de apenas escolher qual evidência conflitante é mais confiável, o sistema tenta atribuir a origem do conflito — evolução legítima do conhecimento ao longo do tempo, manipulação adversarial deliberada, ou incerteza não resolvida — antes de gerar a resposta. Em benchmarks, o método reduziu de 31,2% para 16,0% a taxa de erro sob o ataque coordenado mais forte testado.
Sistemas de detecção de intrusão que usam RAG para classificar tráfego de rede e gerar relatórios legíveis herdam uma nova superfície de ataque na camada de recuperação: envenenamento da base de conhecimento vetorial e prompt injection via documentos recuperados. O RAG-IDS combina pontuação de confiança, checagem de consistência entre rótulo e embedding e sanitização de prompt para recuperar a maior parte do desempenho perdido sob ataque, com overhead desprezível em condições normais.
Os autores mostram que ataques de envenenamento de RAG bem-sucedidos costumam produzir respostas com perplexidade ainda menor que gerações benignas, o que invalida detectores baseados em incerteza, mas induzem um padrão interno diferente, batizado 'Attention Collapse': a atenção do modelo se concentra nos documentos envenenados em vez de ficar dispersa entre as fontes recuperadas. A partir dessa observação, o framework D-SCAN monitora a dinâmica de atenção em nível de documento para sinalizar gerações atacadas, inclusive nos casos em que o ataque falha em mudar a resposta final.
Sistemas de geração aumentada por recuperação (RAG) reduzem alucinação em LLMs, mas abrem uma nova superfície de ataque: envenenar os documentos recuperados para manipular a saída do modelo. O SecureCollaRAG propõe um framework tolerante a falhas bizantinas que valida dinamicamente a proveniência dos documentos usando credibilidade baseada em GNN, mantendo robustez mesmo sob distribuições de dados não-IID entre agentes colaborativos.
Pesquisadores propõem o DenialRAG, um ataque de envenenamento de corpus em sistemas de geração aumentada por recuperação (RAG) que, ao invés de simplesmente omitir a resposta correta, a nomeia explicitamente dentro do documento malicioso, a refuta e oferece uma explicação forjada para a resposta errada. Testado contra oito LLMs de quatro fornecedores, o ataque teve a maior taxa de sucesso registrada em todos os conjuntos de dados baseados em Mistral-7B, embora sua eficácia varie bastante conforme o modelo alvo.
GoldenRetriever é um esquema de recuperação para RAG que roda inteiramente sob criptografia homomórfica, evitando que o servidor veja a consulta, os documentos ou os índices selecionados. Em vez do caro ranking top-k sob criptografia, o sistema usa seleção por limiar de similaridade, reduzindo a complexidade de quadrática para linear. Os autores reportam latência bem menor que abordagens anteriores baseadas em ranking, mantendo qualidade de recuperação competitiva.
Pesquisadores mostram que é possível transformar o próprio alinhamento de segurança de LLMs em uma arma para bloquear respostas legítimas de sistemas RAG, explorando a semelhança de critérios de recusa entre modelos diferentes, a chamada 'homogeneidade de alinhamento'. O ataque, batizado TabooRAG, envenena um único documento por consulta com contexto de risco, sem instrução explícita, e transfere bem entre modelos nunca vistos durante o ataque. Os resultados mostram 67% de ganho sobre a melhor defesa existente, configurando um ataque de negação de serviço difícil de filtrar com detectores tradicionais de prompt injection.
Pesquisadores apontam uma falha conceitual nos métodos atuais de proteção de privacidade em RAG: eles tratam o risco de vazamento como uma propriedade fixa de cada documento, ignorando que o risco real depende de qual pergunta o usuário faz. O framework proposto, PA-HDP, avalia o risco dinamicamente por consulta e aplica privacidade diferencial hierárquica apenas ao conteúdo que se torna sensível naquele contexto específico.