Nova defesa aplicada na fase de fine-tuning espalha a informação de recusa de segurança por um conjunto mais amplo de neurônios de um LLM, em vez de concentrá-la em poucos neurônios críticos, reduzindo a taxas de sucesso de jailbreaks textuais e de ataques que podam neurônios após o deploy para perto de zero, mantendo a utilidade do modelo.
Fonte ↗Pesquisa (atualização v4, aceita no IEEE ICDM 2026) apresenta um framework adaptativo que gera e refina automaticamente jailbreaks contra sistemas de LLM baseados em áudio, cobrindo tanto pipelines em cascata (que primeiro transcrevem a fala para texto) quanto modelos de áudio ponta a ponta que processam o sinal bruto diretamente. Um motor de mutação guiado por feedback ajusta tanto o texto do prompt quanto perturbações acústicas para maximizar a taxa de sucesso, e o método superou o estado da arte em seis sistemas de áudio representativos, evidenciando que ambos os paradigmas seguem substancialmente vulneráveis a esse tipo de ataque.
Fonte ↗O estudo Fair-ASR mostra que comparações de eficácia entre ataques de jailbreak são enganosas quando não controlam o número de consultas usadas contra o alvo, e que, sob orçamento igual, técnicas simples continuam competitivas com métodos elaborados guiados por LLM. Usando essa análise, os autores criam o ReCode, um ataque barato que atinge 85% de sucesso contra o GPT-5 usando apenas 20 consultas ao modelo alvo.
Fonte ↗Reflex-Guard é um guardrail de segurança para prompts de LLM que roda inteiramente local, usando embeddings compactos e classificadores binários rápidos, para detectar jailbreaks em cerca de 38 milissegundos, muito abaixo dos 250-900ms típicos de abordagens baseadas em LLM-juiz ou APIs de moderação na nuvem. O sistema detecta 100% dos ataques de sufixo GCG e prompts em Base64, mas exige ajuste de limiar para lidar com ataques estruturados do tipo DrAttack, que ocupam uma região diferente do espaço de embeddings.
Fonte ↗O estudo propõe usar GFlowNets — uma classe de modelos generativos pensada para amostrar diversamente de distribuições complexas — para treinar um LLM atacante contra um LLM vítima, automatizando red teaming sem depender de conjuntos fixos de prompts adversariais e produzindo uma pontuação quantitativa de robustez do modelo alvo. Como contribuição adicional, os autores estendem a técnica para gerar ataques também em turco, além do inglês, mostrando que a abordagem supera benchmarks existentes em eficácia.
Fonte ↗Pesquisadores propõem o Capability-Routed Guard (CRG), uma defesa de inferência para modelos de raciocínio de código fechado que ataca um problema específico: prompts adversariais que manipulam o contexto de raciocínio ou a decomposição de tarefas para fazer o modelo tratar um objetivo malicioso como um passo de raciocínio legítimo. Em vez de inspecionar o prompt adversarial diretamente, o CRG constrói uma representação confiável da tarefa autorizada por um canal separado e roteia a execução conforme o risco.
Fonte ↗O artigo demonstra que a forma como um benchmark mede a eficácia de um guardrail black-box pode inflar artificialmente sua contribuição real: quando o payload de ataque é codificado como pixels de imagem, um guardrail de texto simplesmente não bloqueia nada — é o próprio modelo alvo, por seu alinhamento, que produz todas as recusas atribuídas ao filtro. Duas variáveis não registradas por avaliações padrão — qual canal carrega o payload e que texto o harness expõe ao guardrail — bastam para deslocar o crédito de "quase zero" a "quase tudo" para o mesmo guardrail.
Fonte ↗Pesquisadores apresentam o AMS (Activation-based Model Scanner), que detecta modificações no treinamento de segurança de LLMs medindo a geometria de conceitos relacionados a conteúdo nocivo no espaço de ativações do modelo. Testado em 14 configurações de quatro famílias de modelos abertos (Llama, Gemma, Qwen, Mistral), o AMS classifica corretamente 10 de 14 casos em validação cruzada, e a métrica que ele extrai se correlaciona de forma estatisticamente significativa com o quanto o modelo de fato obedece a pedidos prejudiciais em testes de jailbreak.
Fonte ↗Pesquisadores decompõem o espaço de estratégias de jailbreak multimodal em componentes atômicos estruturais, semânticos e sintáticos, cobrindo texto e imagem, e propõem o HACA (Hierarchical Atomic Combination Attack), um método que combina automaticamente essas estratégias por meio de um planejador cross-modal. O sistema atingiu taxa média de sucesso de 95,48% contra cinco MLLMs (modelos de linguagem multimodais) amplamente usados, superando abordagens artesanais anteriores.
Fonte ↗Um novo estudo descreve uma classe de ataques que, ao invés de tentar contornar as defesas de um LLM por fora (jailbreaks clássicos), localiza e desativa diretamente os neurônios ou 'rotas' internas responsáveis pelo comportamento de recusa. Como resposta, os autores propõem o DRAA, um mecanismo que identifica essas rotas de segurança e constrói caminhos de recusa alternativos e dinâmicos que continuam funcionando mesmo quando a rota original é comprometida.
Fonte ↗Um estudo mostra que perguntas nocivas normalmente recusadas de forma confiável quando enviadas isoladamente conseguem obter respostas prejudiciais quando embutidas em um lote de perguntas benignas — um ataque simples, de caixa preta, que não exige nenhuma modificação no modelo. Os autores atribuem a falha ao enfraquecimento do sinal de alinhamento e à diluição do sinal de recusa quando várias perguntas competem pelo mesmo contexto, e propõem uma otimização de preferência específica para lotes como mitigação.
Fonte ↗Um estudo com três agentes de IA de ponta que operam interfaces gráficas mostra que guardrails baseados em prompt, eficazes em avaliações de turno único, perdem boa parte da eficácia quando o pedido malicioso é fragmentado ao longo de uma conversa de quatro turnos. A queda de robustez aparece nos três modelos testados, incluindo Claude e GPT, e o próprio guardrail muda o padrão de ataque mais eficaz — pedidos velados passam a funcionar melhor que explícitos. Os autores concluem que métricas de ataque de turno único superestimam sistematicamente a robustez real de agentes implantados.
Fonte ↗Pesquisadores apresentam o RoguePrompt, um pipeline de jailbreak que fragmenta um pedido proibido e aplica duas cifras clássicas em camada — Vigenère seguida de ROT13 — junto com instruções em linguagem natural para o próprio modelo reconstruir e executar o conteúdo original. Testado às cegas (apenas via API/interface) contra 313 prompts já bloqueados por moderação, o método furou os filtros em 93,9% dos casos, embora a reconstrução completa e a execução final do pedido tenham sucesso menor (79% e 70%, respectivamente). O resultado mostra que a maior fraqueza hoje está na moderação de entrada, não na capacidade do modelo de resistir ao pedido depois de decodificado.
Fonte ↗Um estudo apresentado no ICML argumenta que modelos de linguagem não distinguem instruções de sistema, usuário e conteúdo externo pelas tags estruturais que as marcam, mas pelo estilo e pelo vocabulário do texto — o que permite a qualquer atacante "falsificar" um papel de maior privilégio só escrevendo no tom certo. Os pesquisadores extraíram informações que os modelos foram treinados para recusar, como instruções de síntese de drogas e sabotagem de sistemas de navegação de aeronaves, primeiro em modelos da OpenAI e depois replicando o resultado em modelos da Anthropic, Alibaba e DeepSeek. Segundo os autores, por ser uma característica estrutural da arquitetura, e não do treinamento, o problema pode ser essencialmente impossível de eliminar por completo.
Fonte ↗Um novo artigo expõe o "decode gap": classificadores de segurança para modelos de visão-linguagem julgam a forma superficial de uma solicitação, não seu significado real, permitindo que pedidos nocivos disfarçados em lógica formal, linguagens raras, código ou imagens de texto escapem da moderação. Os autores propõem um amplificador que tenta neutralizar esse desvio antes do guard atuar, mas mostram que mesmo a melhor combinação ainda deixa 63-65% dos ataques passarem, e o remédio para isso dispara recusas indevidas em pedidos legítimos.
Fonte ↗Um novo estudo mostra que a defesa self-check SAGE, que reporta 99% de sucesso contra jailbreaks, pode ser derrubada pela composição de dois ataques que sozinhos não superam 4,7% de eficácia. Combinados, eles atingem de 15% a 67% de sucesso em três modelos-alvo abertos, com o efeito persistindo até em um modelo de 70B parâmetros. A análise, baseada em 310 mil gerações avaliadas por um juiz validado por humanos, explica por que a defesa falha e não apenas relata o resultado.
Fonte ↗Pesquisadores mostram que o comportamento de recusa de LLMs alinhados costuma depender de um pequeno conjunto de neurônios que, se removidos por poda (pruning), eliminam a segurança do modelo sem destruir sua capacidade geral. Em resposta, propõem o Mask2Shield, um método de treinamento que força o modelo a manter a recusa mesmo quando esses neurônios são artificialmente desativados durante o treino.
Fonte ↗Pesquisadores lancaram o JailMeter, um framework que tenta resolver um problema cronico da literatura de jailbreak: a falta de criterio consistente para dizer se um ataque realmente funcionou. Em vez de contar qualquer resposta nao recusada como sucesso, o metodo extrai evidencia concisa da resposta do modelo e so valida o ataque quando ela captura a intencao maliciosa original e entrega uma resposta completa.
Fonte ↗O DARWIN trata jailbreak como um processo evolutivo aberto, no qual um adversario (DARWIN-Attack) descobre, muta e seleciona estrategias de ataque continuamente, enquanto uma defesa (DARWIN-Guard) treina de forma online sobre os exemplos adversariais gerados por esse adversario. O ataque atinge quase 100% de sucesso contra alguns modelos de fronteira e mais de 90% contra o GPT-5.5, enquanto a defesa alcanca 91,6% de recall medio de conteudo inseguro em 12 benchmarks.
Fonte ↗O framework A-MESS (Minimal Effective Attack-Subset Selection) usa uma métrica batizada AttackSHAP, baseada em valores de Shapley, para medir o quanto cada ataque de jailbreak contribui de fato para melhorar a segurança de um modelo quando usado como dado de red-teaming em treinamento de segurança — em vez de medir só sua taxa de sucesso em quebrar o modelo (ASR). Os autores mostram que rankings por ASR se alinham fracamente com essa utilidade "defender-centric", e que otimizar diretamente por utilidade produz ganhos de segurança maiores do que escolher ataques pela agressividade.
Fonte ↗O framework BSB (Between Safe Boundaries) codifica intenção nociva não em um único prompt, mas na transição entre dois estados individualmente inofensivos, explorando a consistência temporal que modelos de texto-para-vídeo precisam manter entre quadros para produzir vídeo coerente. Testado contra Veo 3.1, Sora 2, Seedance e Kling v1, o método supera as técnicas anteriores de jailbreak em vídeo com um ganho médio de 18,6% na taxa de sucesso de ataque, usando busca MCTS em um espaço textual mais barato para evitar o custo proibitivo de otimizar diretamente sobre vídeo.
Fonte ↗Um novo estudo mostra que traços de chain-of-thought extraídos de modelos comprometidos podem ser transplantados para outros modelos, elevando taxas de resposta nociva acima de 80% nos alvos mais vulneráveis. A técnica também permite destilar padrões recorrentes de raciocínio malicioso em prompts de sistema reutilizáveis, superando o transplante direto em até 10x, inclusive contra o GPT-4.1.
Fonte ↗Um estudo com mais de 30 mil interações reais e 45 comediantes profissionais mostra que usar humor como recusa indireta em LLMs — pensado para reduzir recusas excessivas e riscos de prefix injection — introduz seus próprios riscos de segurança latentes, como estereótipos e toxicidade. Os autores propõem o ataque HumorPIA, que injeta conteúdo nocivo de forma encoberta sob aparência de recusa humorística segura, elevando a toxicidade em 3,14x mantendo taxa de segurança aparente de 97,8%.
Fonte ↗Diante de um cenário em que técnicas de jailbreak evoluem mais rápido que os benchmarks usados para medi-las, o sistema Jailbreak Foundry usa um fluxo multiagente para traduzir automaticamente papers de jailbreak em módulos executáveis dentro de um harness unificado. Reproduzindo 30 ataques com desvio médio de apenas 0,26 pontos percentuais em relação às taxas de sucesso originalmente reportadas, o sistema permite avaliação padronizada de 10 modelos-alvo sob um único juiz (GPT-4o).
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