Pesquisadores da University of Central Florida apresentaram o CredLeakBench, um benchmark que mede se agentes de LLM autonomos vazam informacoes sensiveis quando confrontados com tentativas de phishing, cobrindo tanto autenticacao solicitada pelo usuario quanto monitoramento autonomo de caixa de entrada sem pedido explicito de login. Todos os modelos avaliados se mostraram vulneraveis a algum grau de vazamento, inclusive revelando dados durante monitoramento passivo de e-mail, e as mitigacoes que reduzem o vazamento tendem a prejudicar a capacidade do agente de completar tarefas legitimas.
Fonte ↗Pesquisadores da Island identificaram uma plataforma de phishing operada por humanos que imita painéis de anúncios de IA da OpenAI, Google, Anthropic, Perplexity, Meta e Manus para capturar logins e contornar autenticação multifator em tempo real. A técnica usa um ataque Browser-in-the-Browser que falsifica a barra de endereço do navegador, enganando até usuários atentos, com foco em sequestrar contas publicitárias de alto valor.
Fonte ↗O resumo semanal do The Hacker News reúne uma campanha de "AI search poisoning" que inunda a web com páginas falsas para enganar ChatGPT, Gemini e AI Overviews e fazê-los recomendar números de suporte e logins fraudulentos de bancos e companhias aéreas, e uma falha de configuração padrão no assistente de código chinês Z.ai ZCode que enviava repositórios locais dos usuários para a Alibaba Cloud sem consentimento. A mesma edição descreve o trojan bancário Android RemControl, cuja documentação interna traz artefatos de codificação assistida por IA, e uma campanha de phishing browser-in-the-browser mirando contas do Claude.
Fonte ↗Uma operacao coordenada entre Microsoft, Cloudflare, Coinbase, OpenAI, Railway, SpyCloud, Shadowserver Foundation, TRM Labs e Health-ISAC resultou na apreensao de 50 sites e desativacao de mais de 150 dominios usados pela plataforma de phishing-as-a-service EvilTokens. A policia metropolitana de Londres prendeu dois homens, de 32 e 38 anos, em 11 de setembro de 2026. A plataforma, vendida por assinatura via Telegram, usava IA para analisar caixas de entrada comprometidas e recomendar os melhores alvos para fraude financeira.
Fonte ↗A Microsoft anunciou a derrubada judicial, autorizada pelo Tribunal Distrital Leste da Virginia, do EvilTokens, servico de phishing por device code que a empresa descreve como tendo usado inteligencia artificial em cada etapa da cadeia de ataque. A plataforma comprometeu mais de 12.000 caixas de correio em cerca de 10.000 organizacoes, com maior concentracao nos EUA, Canada, Reino Unido, Australia, India e Franca, atingindo setores como distribuicao, construcao, servicos financeiros, imoveis, educacao superior e saude. Um chatbot integrado analisava emails roubados em mais de 20 idiomas para localizar relacionamentos de confianca, autorizacoes de pagamento e responsabilidades sensiveis dentro das organizacoes vitimas.
Fonte ↗A Microsoft publicou uma analise tecnica de como a plataforma de phishing-as-a-service EvilTokens abusava do fluxo legitimo de autenticacao 'device code' do OAuth, enganando vitimas para autorizar sessoes de atacantes em portais oficiais como microsoft.com/devicelogin. A plataforma oferecia dezenas de temas de email e pagina gerados com apoio de IA, alem de um script que consultava a validacao do codigo a cada poucos segundos para capturar o token assim que a vitima autenticasse. Apos o roubo, a propria IA da plataforma analisava a caixa de entrada comprometida para identificar alvos de alto valor.
Fonte ↗A Microsoft descreveu uma campanha de comprometimento de e-mail corporativo que enviou mais de um milhão de mensagens em três dias, majoritariamente contra empresas dos EUA, usando faturas falsas do ServiceNow e e-mails de executivos falsificados para induzir pagamentos ACH fraudulentos de cerca de US$ 50 mil por vítima. Indícios como comentários HTML excessivos e estrutura de template muito uniforme sugerem que os materiais fraudulentos foram gerados com apoio de IA generativa.
Fonte ↗A Microsoft descreveu como o Defender identifica campanhas de phishing e malware que usam marcas de IA populares (ChatGPT, Claude, DeepSeek) como isca, incluindo e-mails falsos de cobrança, instaladores fraudulentos e malvertising que entrega o stealer Vidar via redirecionamentos em múltiplos estágios. A empresa afirma interromper mais de 45 mil ataques do tipo adversary-in-the-middle por mês usando uma combinação de filtros de pré-entrega e disrupção automática pós-comprometimento.
Fonte ↗A Microsoft identificou uma campanha de phishing em massa que usa caracteres Unicode invisíveis do bloco de 'tags' (U+E0000–U+E007F) para fragmentar palavras-chave como 'funding' e driblar filtros anti-spam baseados em correspondência literal de texto. A mesma técnica, conhecida como ASCII/Unicode smuggling, já era usada para esconder instruções maliciosas em conteúdo lido por assistentes de IA (prompt injection), e agora aparece reaproveitada para fins opostos: em vez de injetar comandos, serve para quebrar a detecção de palavras sensíveis. A campanha, iniciada em fevereiro de 2026, chegou a 2,3 milhões de mensagens diárias enviadas por cerca de 148 domínios temáticos de finanças através da plataforma legítima ActiveCampaign.
Fonte ↗Reportagem do The Hacker News descreve a virada do phishing para uma fase orientada por agentes autônomos de IA generativa, que automatizam reconhecimento de alvos, redigem iscas personalizadas e produzem deepfakes de voz e vídeo em múltiplos canais simultâneos. O caso citado da engenharia Arup, em que um deepfake em videochamada convenceu um funcionário a autorizar US$ 25 milhões em transferências fraudulentas, ilustra o novo patamar de sofisticação do golpe. A tese central do texto é que SOCs que ainda dependem de triagem manual não conseguem acompanhar esse volume, e que a resposta viável é colocar agentes de IA também do lado da defesa.
Fonte ↗A Zenity Labs revelou uma vulnerabilidade no ChatGPT Agent Builder, batizada de AgentForger, que permitia a um atacante criar, autorizar e implantar um agente autônomo malicioso dentro do workspace de uma vítima apenas com o clique em um link. A falha explorava o fato de que o parâmetro de URL que define o prompt inicial do agente era executado automaticamente ao carregar a página, sem exigir qualquer confirmação humana. A OpenAI corrigiu o problema em 8 de junho de 2026.
Fonte ↗Pesquisadores compararam um classificador clássico (TF-IDF com regressão logística) e um DistilBERT ajustado, ambos treinados em um corpus unificado de mais de 82 mil e-mails de phishing vindos de seis bases públicas. Os dois modelos superam 98% de acurácia em dados limpos, mas despencam para cerca de 64% quando expostos a phishing deliberadamente alterado para evadir detecção, uma queda de mais de 34 pontos percentuais em ambos, apesar das arquiteturas serem completamente diferentes.
Fonte ↗A Rapid7 encontrou um servidor de operador de malware totalmente aberto, com 1.048 arquivos incluindo templates de isca, testes, droppers e anotações de construção geradas com apoio de um agente de codificação de IA. A campanha ativa abusa da CVE-2025-33053 para forçar o Windows a carregar uma DLL maliciosa a partir de um compartilhamento WebDAV controlado pelo atacante, entregando um infostealer disfarçado de PDF. Entre 20 e 26 de junho de 2026 a operação registrou mais de 77 mil requisições, 82,5% delas originadas do México.
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